domingo, 8 de janeiro de 2012

08 de janeiro - Honrando a deusa Baubo



Na Roma antiga, neste dia celebrava-se Justitia, a deusa romana da justiça, invocada em todos os juramentos e promessas.

Justitia era venerada pelos gregos com o nome de Themis, a deusa da ética e da justiça, guardiã da balança da justiça e conselheira de Zeus em todos os julgamentos e decisões.

Nos países nórdicos, comemora-se neste dia Freyja, a deusa do amor, da fertilidade e da magia.

Dia da parteira, na Macedônia e na Grécia, dedicado à deusa Babo ou Baubo.
Seu nome significa “ventre” e ela representava o riso e a alegria que sacode o ventre. Baubo era representada como um corpo sem cabeça e membros, seus seios formando os olhos e sua genitália, a boca barbuda.
 No mito de Deméter e Perséfone, foi ela quem fez a deusa Deméter rir, quando estava triste pela perda de sua filha.
Por isso, era invocada para trazer alegria nos momentos de tristeza.

Neste dia, recolha-se e medite sobre os atos injustos cometidos voluntária ou involuntariamente, elaborando um ritual de perdão para se perdoar ou perdoar os outros.

texto copiado de Teia de Thea

ORAÇÃO DO PERDÃO



Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham minha evolução,
dedicarei alguns minutos para perdoar.
A partir deste momento,eu perdôo todas as pessoas que de alguma forma me ofenderam, injuriaram, me prejudicaram ou me causaram dificuldades desnecessárias. 

Perdôo, sinceramente, quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me ridicularizou, me humilhou, me amedrontou, me iludiu.
Perdôo, especialmente, quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente, para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada. 

Reconheço que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter.
Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.
Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos. Iniciei agora, uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente: queremos compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós.
Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas.
Se por acaso pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente.
Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, pois isso me ajudou a evoluir, do nível humano comum ao nível espiritualizado em que estou agora.
Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei ao Criador que as perdoe também, evitando que elas sejam castigadas pela lei da causa e efeito, nesta vida ou em futuras.
Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas.

(Fazer uma pausa, respirar profundamente algumas vezes, para acúmulo de energia).


Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas, a quem, de alguma forma, consciente e inconscientemente, eu ofendi, injuriei, prejudiquei, ou desgradei. 

Analisando e fazendo julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor das minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor.
Sinto-me em paz com minha consciência e, de cabeça erguida, respiro profundamente, prendo o ar e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao Eu Superior.
Ao relaxar, minhas sensações revelam que este contato foi estabelecido.
Agora dirijo uma mensagem de fé ao meu Eu Superior, pedindo orientação, proteção e ajuda, para a realização, em ritmo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual já estou trabalhando com dedicação e amor.
Agradeço de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir trabalhando para o bem do próximo, atuando como agente catalisador do entusiasmo, prosperidade e auto-realização.
Tudo farei em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Criador, eterno, infinito, indescritível que eu, intuitivamente sinto como o único poder real, atuante dentro e fora de mim.

Assim seja, assim é e assim será.

 

 

BAUBO:O PODER DA ALEGRIA




Baubo é uma antiga Deusa Grega do Ventre, conhecida também pelo nome de Iamba, era esposa de Dysaules e mãe de Mise. 
Em suas representações não possui cabeça, e sim um rosto que aparece no torso.
Sua história nos chega da Antiga Grécia, quando Deméter era a Deusa Mãe da Terra e todos os dias passeava pelos prados para cuidá-los, garantindo assim que houvesse abundância em nosso planeta. Regava as plantas, fazia florescer as árvores, sempre acompanhada da filha Perséfone que amava profundamente.

Um certo dia, Hades, o Deus dos Infernos seqüestrou Perséfone e a levou para as entranhas da terra.
 
Deméter caiu então, em profunda depressão. 
A terra reflete seu desespero e os campos se tornam estéreis.
Deméter em sua peregrinação atrás da filha chega a um lugar chamado Eleusis chorando muito.
 
A pequena ama Baubo, vendo-a tão desesperada, acercou-se dela dançando, levantou sua saia e mostrou sua vulva. 
Deméter sorriu e Baubo abraçou-a e disse-lhe que como Deusa da Terra, ela não poderia ser destruidora e sim transformadora. 
Em seguida continuou contando-lhe histórias bem picantes e engraçadas. As duas riram muito juntas até que a Mãe da Terra adquiriu novas forças para ir em busca da filha. 
A Terra riu com as Deusas, a Terra Floresceu.
A dimensão contagiante da alegria e do riso sagrado, junto com as festividades e cerimoniais em que se vê envolto, afasta a humanidade de seus pesares que constantemente os aferroam, afirma a vida e vence os temores da morte e da esterilidade.
 
Através da alegria e do riso nos esquecemos dos limites de nossa existência, além de nos ajudar a vencer obstáculos que põem em perigo a continuidade da vida.

Baubo é a Deusa radiante, amante do sorriso. Ela é a combinação de impulso sexual, natural e instintivo, e da arte altamente elaborada de amar.

Baubo vive em cada uma de nós, é a capacidade que todas nós temos de nos levantar e seguir em frente depois de um momento triste. 
De apostar no riso, como auxiliar na cura de nossas depressões. 
Baubo nos faz ainda entender como é poderoso, belo e mágico o corpo feminino. Qualquer que seja sua forma e seu tamanho, nosso corpo é único e, portanto, especial. 
A maioria das mulheres ainda se deixam prender na teia da propaganda que nasce do mundo do consumismo popular.

Comparando-se às outras, em vez de apreciar o que ela própria é, se tornará cativa daquilo que ela erroneamente identifica como defeitos pessoais.

Os germes de desprezo pelo corpo nos foi passado pelas primeiras décadas do cristianismo e acabaram infectando toda a consciência ocidental. 
A capacidade do homem de criar hoje vida em laboratórios, com seleção do DNA, é típica do desprezo pela matéria enquanto "matéria" e pelo processo natural de seleção e adaptação. 
Mas é deste modo, que a mente científica tenta nos colocar fora da natureza, reforçando a persistente alienação do corpo que teve início na era cristã.

Muitas pessoas ainda hoje, se sentem desamadas, ou até indignas de ser amadas e muitas ainda, tem a certeza de terem perdido a capacidade de amar. 
Mas este vazio difuso de que as pessoas se queixam pode ser explicado em termos de perda da conexão com a Deusa, aquela que renova a vida, traz o amor, paixão e fertilidade. 
É a Deusa Baubo que faz a ligação com uma camada importante da nossa vida instintiva, nos trazendo de volta o riso, a alegria, a beleza e a energia criativa que une a sexualidade com espiritualidade.



Hoje já não temos a oportunidade de segurarmos a imagem da Deusa com o carinho de antigamente, pois a mente racional simplesmente relegou-a a categoria de práticas pagãs arcaicas. 
Entretanto, no corpo do pensamento psicológico, as imagens das Deusas são consideradas "arquétipos". 
Arquétipos são formas preexistentes que integram a estrutura herdada da psique comum de todas as pessoas. 
Essas estruturas psiquícas são dotadas de densidade emocional e quando ativadas tem o poder de transformar o nosso consciente.

Acredito, que Deusas como Baubo, segura e confiante em seu corpo e sua sexualidade, pode nos ensinar a adquirirmos confiança em nós próprias, para que possamos compreender que a nossa sensualidade com seus impulsos naturais não são pecaminosos e sim um dom divino.



ENTENDENDO A SEXUALIDADE SAGRADA



Baubo é uma antiga Deusa da Grécia associada a sexualidade sagrada. 
É também um arquétipo da vida, da morte e da fertilidade. 
A sexualidade sagrada, a fertilidade e a imortalidade são conceitos que estão unidos na concepção mágica dos povos antigos. 
A representação da vulva não é mais do que a perpetuação do feito mágico do nascimento. 
Toda a criação é um mistério numinoso, um segredo de que a humanidade freqüentemente "se afasta", em uma atitude que, mais tarde, é erroneamente interpretada como "vergonha". 
Na figura da Deusa Baubo, o seu ventre representa o símbolo numinoso da fertilidade. 
Enquanto que na posição frontal, toda a nua feminilidade da Deusa é permeada pelo numinoso que dela emana como fascinação, essa limitação à zona do ventre ou do útero expressa do aspecto inumano e grotesco, a autonomia radical do ventre aos "centros superiores" do coração, seios, cabeça, e assim entroniza-o como sagrado.



A Deusa Baubo reflete três aspectos particulares da existência humana: idade Anciã (chegada da menopausa), Mulher Fecunda e poder pessoal transformativo.

Baubo é uma Deusa Anciã irreverente e alegre com sua sexualidade, que vem lembra-nos que sexo é amor e prazer e é, sobretudo mágico. 
Ela chega as nossas vidas para dizer:

-"Vamos comemorar! 
Nós temos nossos úteros, nossas vulvas, nossa vida. 
Vamos dançar!". 
Tente... não custa nada, dançar e rir ainda é de graça. 
Coloque a palma de suas mãos um pouco abaixo centro do abdomen (em cima do útero) e embale-se em uma dança improvisada. 
Quando estiver pronta ria alto e o quanto puder. 
Rir é contagioso, portanto, a partir de hoje sorria muito e infecte o mundo com a epidemia de seu sorriso.
 

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texto copiado de Alta Sacerdotisa

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