segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Deusas, Deuses e Orixás da Blessed

Círculo de deusas

Apollo, Greenman e Dagda

Hécate, Brigit, Deméter, Ísis, deméter, Afrodite e Gaia (logo mais em versão menor)


Orixás: Oxalá, Oxossi, Egunitá, Iansã, Ogum, Obaluaiê, Xangô, Nanã, Oxum, Oxumaré e Iemanjá

Deus Cernunnos


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VASALISA - Fazendo bonecas de pano


 As bonecas em forma de deusas são lindas e podem ser feitas de vários tecidos inclusive de feltro e por dentro, além da fibra natural, podemos colocar ervas aromáticas. As bonecas são consagradas e podem ser usadas como proteção.

Clarissa Pinkola Estes, em seu livro Mulheres que correm com os lobos, fala sobre importância da figura da boneca na psique da menina e sua ligação com a intuição no capítulo de Vasalisa.

"A boneca de Vasalisa pertence às provisões da Velha Mãe Selvagem.
As bonecas são um dos tesouros simbólicos da natureza instintiva.
No caso de Vasalisa, a boneca representa vidacita, a pequena força da vida instintiva que tanto é feroz quanto resistente.
Não importa o problema que estejamos enfrentando, ela leva uma vida oculta dentro de nós.
Durante séculos, os seres humanos tiveram a sensação de que das bonecas emanava algo de sagrado e de maná — um pressentimento irresistível e impressionante que influencia as pessoas, fazendo com que mudem espiritualmente.
Por exemplo, louva-se a raiz da mandrágora por sua semelhança ao corpo humano, com pernas e braços de raízes e um nó retorcido no lugar da cabeça; diz-se também que ela é provida de grande poder espiritual. 
Acredita-se que as bonecas sejam impregnadas de vida por quem as criou. E
las são usadas em ritos, rituais, vodus, feitiços de amor e de maldade. 
Elas são empregadas como símbolos de autoridade e talismãs para lembrar à pessoa da sua própria força.
Os museus do mundo inteiro transbordam de ídolos e imagens feitas de barro, madeira e metais. 
As imagens dos períodos paleolítico e neolítico são bonecas. 
Na arte moderna, as múmias envoltas em gaze, em tamanho natural, de Segai, são bonecas. 
Bonecas típicas de cada etnia abarrotam as lojas de souvenirs nas estações ferroviárias e nos postos de abastecimento das principais rodovias interestaduais. 
Entre os reis, as bonecas costumam ser dadas desde o passado remoto como sinais de simpatia. 
Nas igrejas rústicas pelo mundo inteiro há bonecas-santas. 
As bonecas-santas não só são limpas com regularidade e vestidas em trajes feitos à mão, mas também são "levadas a passear" para que possam observar as condições dos campos e das pessoas e, portanto, intercederem nos céus em defesa dos seres humanos.
A boneca representa os homunculi simbólicos, a pequena vida. 
É o símbolo do numinoso e está sufocado nos seres humanos. 
Ela é um fac-símile pequeno e luminoso do Self original. 
Superficialmente, trata-se apenas de uma boneca.
Por outro lado, existe nela um pequeno fragmento da alma que possui todo o conhecimento do Self maior da alma. 
Na boneca está a voz, em miniatura, da velha Que Sabe, Aquela Que Sabe.
A boneca está relacionada aos símbolos do duende, do elfo, da fada e dos anões. 
Nos contos de fadas, eles representam uma profunda pulsação de sabedoria dentro da cultura da psique. São eles aquelas criaturas que continuam o trabalho interior e prudente, que são incansáveis. 
Eles estão trabalhando mesmo quando nós adormecemos, e especialmente quando estamos dormindo, mesmo quando não temos plena consciência do papel que estamos desempenhando.

Dessa forma, a boneca representa o espírito interior das mulheres: a voz da razão, do conhecimento e da conscientização íntima. 
A boneca assemelha-se ao passarinho dos contos de fadas que vem sussurrar no ouvido da heroína. 
Ele é quem revela o inimigo oculto e a atitude a tomar diante da situação. 

Essa é a sabedoria do homunculus, o pequeno ser interior. 
Ele é a ajuda que nem sempre está visível, mas que está sempre disponível.

Estes, Clarissa Pinkola. Mulheres que correm com os lobos. Rocco: São Paulo, 2008.

Texto retirado do blog Pagãozinho

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